Risco é adotado quando podemos modelar bem o problema, definindo com acurácia conseqüências, probabilidades e cenários futuros. Ou seja, pelo menos teoricamente sabemos tanto prever como controlar os riscos, embora na prática isso possa não ocorrer. Em situações reais, nem sempre os cálculos dos riscos são realizados ou as medidas preventivas mais eficientes são implementadas. Isso pode acontecer em regiões onde as infra-estruturas técnico-científicas e econômicas sejam inadequadas, ou não haja suficiente interesse e força política para proteger os grupos populacionais vulneráveis mais afetados pelos riscos.
Indeterminância se aplica quando conhecemos o problema, temos modelos bem estruturados mas não se pode predizer sem grandes margens de erros como o sistema analisado se comportará no futuro. O problema da incerteza aqui decorre não da falta de modelos nem de infra-estrutura, mas sim da existência de fenômenos com múltiplos elementos, processos não-lineares e feedbacks operando em distintas escalas espaciais e temporais que dificultam previsões precisas. Um exemplo clássico é o da previsão do tempo numa cidade ou região dentro de algumas semanas. Ao lidarmos com problemas assim, devemos nos preparar para enfrentar os cenários possíveis mais relevantes e graves, dado que não é possível saber com precisão a probabilidade de ocorrência de nenhum deles. Um exemplo é a preparação de planos de emergência em áreas onde teoricamente podem ocorrer furacões, terremotos ou enchentes.
domingo, 9 de maio de 2010
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